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Sobrenome: Utopia

Category: , , , , , , By Amanda Magalhães
Todo mundo gosta de alguma coisa pela sensação que essa coisa os passa. Se você gosta de livros, é por que a sensação que a leitura lhe causa te agrada. Se você gosta de esportes radicais é por que a adrenalina que eles te proporcionam lhe são interessantes e assim por diante.

Pensando nisso, eu descobri que gosto das coisas pela utopia que elas me passam.

Pode parecer estranho falar assim, mas é verdade. Quem me conhece, sabe que tá pra nascer pessoa mais sonhadora do que eu. Sabe que eu viajo na maionese e que pequenos acontecimentos são suficientes para que eu os transforme em pensamentos gigantescos. Não é novidade o lado Amélie Poulain em mim.

Descobri esse lance da utopia, escrevendo um post sobre metodologias ágeis pra publicar no 'garotas nerds'. Desde que comecei estudar metodologias ágeis, não consigo esconder a quedinha que tenho pelo Extreme Programming. Gostei tanto que foi ele quem me deu a idéia sobre o tema do meu TCC e tudo o mais.

E foi falando sobre as vantagens dele que a minha ficha caiu. Eu gosto do XP justamente por ele pregar que a programação e o trabalho envolvido no desenvolvimento de um sistema deve ser algo divertido. Que o trabalhador não deve se sobrecarregar e deve obedecer um ritmo de trabalho de 40 horas semanais no máximo.

É bonito. É agradável. É tudo que a gente, como ser humano, quer mesmo, não é? Ter um trabalho divertido, com colegas legais e um ambiente leve. É isso que o XP prega (além de outras coisas, claro).

Aí, como uma coisa puxa a outra, eu me lembrei do Software Livre, que me conquistou logo de cara. Por que eu gosto tanto dele? Por causa da liberdade que ele proporciona. Por causa da comunidade que se ajuda em qualquer ocasião. Toda aquela filosofia bonita que tem por trás dos códigos abertos e tal.

Não que tudo isto seja utópico. Tipo, elas acontecem mesmo (ou pelo menos deveriam). Mas eu tinha tantos outros fatores disponíveis para me apaixonar pelo XP e pelo SL... mas não. Foi pelo lado 'como tudo deveria ser' da coisa.

E isso não é só nesses aspectos. Vão desde questões profissionais até amorosas. E isso é foda.

Foda, por que enquanto eu ficar me mantendo neste mundinho colorido e maravilhoso, eu vou levar tombos cada vez mais feios. Como diz minha avó: 'Quanto mais alto, mais feia a queda'. Eu preciso aprender a dizer 'desce daí menina' pra mim mesma.

Ou não. Ou continuo me esfolando em busca do mundo bonitinho e me levantando depois de cada tombo. Talvez com todas as quedas eu desenvolva a habilidade pra deixar de ser assim. Ou então continuo pra sempre sonhando com as coisas que eu gostaria muito que acontecessem. Quem sabe um dia elas não acontecem de verdade, não é mesmo?

O problema, é que nem todos os meus sonhos dependem só de mim para acontecerem. bleh.
 

Viagens de Amanda parte III - Sonhos lindos parte I

Category: , , , , , By Amanda Magalhães
Estava saindo de casa.
Era espaçosa, muito bem iluminada, com poucos móveis, muita coisa colorida e um chão maravilhoso de madeira.

Tranquei a porta e não guardei as chaves. Desci as escadas com elas na mão. Passei pelo porteiro do prédio que me deu bom dia. Coloquei meus óculos escuros e me encaminhei para um carro. Um C3 grafite lindíssimo. Sentei-me de frente para o volante, coloquei a minha bolsa no banco do passageiro e ajeitei o lenço amarelo maravilhoso que estava amarrado no meu pescoço.

Coloquei a chave na ignição e, "ó, meu Deus, eu sei dirigir!" Não faço a mímima idéia como, mas dirigi. Estacionei em frente à um prédio muito bonito, todo espelhado e desci do carro. Encontrei com uma engenheira colega de serviço e subimos juntas. Pelas escadas, afinal, eu tenho pavor de elevadores.

Entrei na minha sala que para a minha surpresa estava mais colorida e descontraída. As pessoas não usavam uniformes e trabalhavam de forma mais despojada. Desejei bom dia aos meninos e me sentei na minha mesa. Liguei o meu computador e após ler os meus emails (incluindo um bem romântico me desejando bom dia, que foi prontamente respondido), eu abri um terminal e comecei a dar comandos que ainda desconheço, mas com a plena segurança do que eu estava fazendo.

Daí eu não me lembro de mais nada. A não ser depois disso, uma estrada (linda, sem buracos e nem matagal), um dia lindo, um sol maravilhoso e eu dirigindo o C3zinho e o lenço amarelo esvoaçante.

Acordei uma perua de marca maior, mais sonhadora do que geralmente sou e bobinha. Tipo, mais bobinha do que geralmente sou também. :P

Mas, foi lindo. Quem sabe um dia o sonho não se realize, não é mesmo? Para isso, eu só preciso da casa, da carteira de motorista, do C3, do prédio lindo de trabalho, do email romântico desejando bom dia e do lenço amarelo.

Acho que vou começar pelo lenço amarelo. :)
 

Minhas considerações sobre o fim da faculdade

Category: , , , , , , , , By Amanda Magalhães
É, eu formei.

E pra falar bem a verdade, a sensação não é exatamente a que eu esperava quando comecei a faculdade.

Quando eu entrei lá, entrei uma menina (17 anos). Era quase um pivetinho (e isso, os próprios meninos da sala me falam). Eu andava de calças largas e tênis de skatista.

Esse comportamento era o mesmo que eu tive a adolescência inteira. Eu sempre freqüentei shows de rock, era uma faz-tudo na banda do meu primo (desde fotógrafa a web designer até carregadora de caixas de som - mas não me importava, já que eu tinha uma camisa com meu nome, aparecia em todos os agradecimentos que eles faziam e andava de Kombi pra cima e pra baixo com eles), depois da aula ficava até duas horas da tarde sentada numa lanchonete que tinha perto da minha escola tomando guaraná Del Rey e comendo chips amarelo que mais parecem isopor com a "minha turma" e sempre me apaixonei pelos skatistas mal encarados do meu bairro (sujeitos os quais, minha mãe sempre proibiu de me tornar amiga, o que fazia com que toda amizade que eu fazia com eles se tornasse clandestina).

Foi nesse pique que eu entrei na faculdade. Sem nenhuma idéia do que seria Análise de Sistemas. Eu entrei por que, devido à minha função de webdesigner na banda do meu primo, eu pensei que este era o curso certo pra quem tinha como passatempo preferido construir sites em HTML puro, utilizando o conceito mais inovador do mundo: as tabelas!

Com o passar do tempo, a gente vê que não é bem assim.

Eu descobri que realmente caí de pára-quedas e que o curso não tinha absolutamente nada a ver com o que eu fazia todas as tardes até então. Descobri que eu não veria HTML tão cedo e que as coisas são bem mais complexas do que o problema que fez com que meus "marquees" não estão mais exibindo o gif super legal que eu criei pra banda.

O problema de tudo foi que eu gostei do curso.

E comecei a me empolgar, já que TODO mundo que descobria o curso que eu estava fazendo me elogiava horrores dizendo que esta era a profissão do futuro!

Durante o curso inteiro, eu só conseguia me lembrar das outras opções que eu tinha colocado no pro-uni: Letras (com ênfase em português), Comunicação Social e Arquitetura. E ficava pensando se eu tava realmente no lugar certo. Comunicação social eu tirei da minha lista logo de cara, já que eu não me comunico muito bem. Às vezes, prefiro um monitor e um teclado na minha frente do que uma pessoa de verdade (an, sim, eu sou um bicho do mato). Letras eu tirei pelo mesmo motivo, já que quem faz Letras não tem muitas opções a não ser se tornar professor (se eu sou péssima para apresentar trabalhos, imagina dando aula). E tinham outros cursos também, mas eram muitos... :P

Mas eu continuei. Muitas das vezes me sentindo literalmente uma estranha no ninho por não entender piadas ou conversas dos meninos da minha sala ou quando tentava conversar com meus antigos amigos sobre coisas que só eu entendia (mesmo que pela metade). Mas continuei por que as coisas realmente me impressionavam. E me deixavam curiosas para saber como funcionavam!

E batalhei, suei, custei a arrumar estágio, arrumei (um não totalmente técnico, onde eu não coloco a mão no código, apesar de querer muito aprender a programar), passei pra noite, e um dia eu descobri que tinha “crescido”.

Percebi que não usava mais calças largas, que não me importava mais com bandas como antes, que não falava mais com os skatistas mal encarados (e nem me apaixonava mais por eles) e minhas leituras não eram mais quadrinhos engraçados, mas sim feeds técnicos. Tá. Os tênis ficaram (mas são all stars e não skatistas), mas foi uma mudança e tanto!

E junto com essa mudança pessoal, veio um monte de conhecimento técnico que eu não sabia (e às vezes ainda não sei) onde colocar. Um bando de coisa nova que me deu uma base e um amadurecimento enorme para entender coisas novas, mas que realmente não me ensinou uma profissão. Pelo menos não no sentido literal da palavra profissão. E isso me frustrou.

Conversei recentemente com um professor sobre isso e ele me disse que isso está certo. Que a faculdade não ensina nada pra ninguém e que quem aprende a profissão somos nós. E ele falou também que profissões não têm manuais do tipo: “Como ser um Analista de Sucesso em 10 lições!”

Whatever.

O objetivo de todo esse texto foi pra falar que acabou. Não tem mais faculdade e eu não sei o que pode ser daqui pra frente. Pela primeira vez na vida eu vou sair do serviço e ir pra casa. Vai ser tipo quando eu só estudava. E ficava até duas horas da tarde na lanchonete tomando guaraná. Mas agora isso pode ser chamado de Happy Hour e a lanchonete será substituída por bar e o guaraná por cerveja. hahahaha

Vai sonhando, heim? Acho que acabou porcaria nenhuma. Acho que agora é que realmente começa.

Future, here we go! :)

P.S.: Eu infelizmente não terei happy hours todos os dias. Pretendo estudar e aprimorar o meu lado programadora à noite, já que não faço isso sempre no serviço.
 

Viagens de Amanda parte II: Frangos, mutações genéticas e área 51

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(Postando este texto, eu corto uma das minhas metas - a 94 - da lista de coisas a se fazer em 1001 dias. Aliás, esse final de semana cortei algumas. Posto depois.)

Eu tenho uma mente bem fértil. E consigo imaginar explicações cabulosas para todas as coisas. Tá, exagerei, mas em sua grande maioria, pelo menos eu consigo...

Uma das viagens mais absurdas que eu já tive na minha vida foi em relação à frangos.

Quem concorda que há muitas "partes" de frangos por aí? Tipo, se você vai fazer um churrasco, as pessoas muitas vezes insistem em comprar coraçãozinho de frango para assar. Aí que quantos corações existem em um quilo? E se levarmos em conta que cada coração é um frango, quantos frangos precisaram morrer para fazer a festa de algumas pessoas?

Aí que eu não acredito nisso. Não sei explicar direito, mas acho que a indústria alimentícia está diretamente ligada ao ramo de pesquisas genéticas.

Suponhamos que em um quilo, você obtenha 100 unidades de coração. Isso significa a morte de 100 franguinhos. Aí que eu acho que não são 100 franguinhos, por que este número é alto.

Eu acho que a indústria alimentícia desenvolveu este lado de pesquisa genética para fazer com que os franguinhos sofressem algumas mutações que a beneficiariam muito.

Imagine só, se existissem frangos que possuíssem 3 corações? 2 pares de coxas/sobrecoxas? O seu custo para conseguir um quilo de coração, por exemplo, seria menor do que se você precisasse criar 100 frangos, para obter o mesmo quilo de coração no método convencional.

Aí que é óbvio que o preço de investimento nestas pesquisas foram altas e tal, mas isso é o de menos, afinal, quem não concorda que o custo x benefício é excelente?

E a ligação da área 51 com tudo isso? O fato é que eu não acredito que a área 51 seja a área do exército americano tratar de seus achados misteriosos, tipo ets e pés grandes da vida.

Eu acho que a área 51 é um local onde cientistas se reunem para realizar experimentos macabros. E os experimentos dos franguinhos bizarros? Lógico, são realizados lá.

Beijosnãomeligaseformechamardelouca! =P
 

Viagens de Amanda - parte I

Category: , , , By Amanda Magalhães
Meu sonho é ser programadora. Boa programadora.

Estou tentando me tornar isto, com aulas diárias de PHP com meu amigo Fabiano. Tenho noções de algumas linguagens, mas quero saber pra caramba, sabe como é?

Quero isso, por que eu sei que só assim posso fazer um mundo melhor pra mim. Literalmente!

Pra quem assistiu Matrix, sabe o que ela era. Pois é. Eu quero criar a minha Matrix. Para isto, eu preciso saber programar bem.


Quero construir uma cidade maravilhosa. Com praias de areia branca e água beeeem clarinha. Eu terei total controle sobre todos os Bots que nela morem (assim, terei certeza de que ela continuará linda como quando foi criada) e eles serão legais pra caramba.

Quero transformar o meu corpo também. Vou alongar o meu cabelo e deixá-lo como o da Gisele Bündchen. Vou aumentar os meus seios e tirar as marcas e cicatrizes indesejadas das minhas pernas. Vou definir mais a minha barriga e vou andar sempre bronzeada. Vou também congelar o contador "idade".

E vou criar o meu príncipe.

Claro. Por que qual seria a graça de ser linda de morrer e morar em uma cidade maravilhosa, com Bots bacanas e não desenvolver um cara perfeito? Será a minha chance de transformar em realidade tudo o que as pessoas me dizem que é demais: o meu homem perfeito.

Nerd. Engenheiro ou matemático. Que goste de ler, entenda de computadores e use linux. Que seja carinhoso, romântico e fiel. Que me apresente aos amigos, que me abrace quando tiver relampeando e que transforme as conversas de travesseiro em divertidíssimas discussões tecnológicas e viagens escabrosas como as que eu vivo tendo. Que seja alto, moreno e tenha o corpo de jogadores de vôley.

A gente se casará e teremos uma vida maravilhosa juntos. Vamos morar em uma casa grande, decorada com base nos anos 70. A gente vai ouvir música deitados na rede da na varanda, e caminharemos de mãos dadas na praia, observando o pôr do sol.

E a gente não vai precisar trabalhar. O contador "dinheiro" estará dentro de um loop propositalmente infinito. Teremos o dia inteiro para nos divertir. Vou criar algumas boates, uns forrós (por que de vez em quando eu gosto), cinema e um monte de botecos.

Boteco sim, que é pra gente ir com os amigos. Por que é claro que vou transportar as minhas amigas pra minha Matrix. Vou verificar se elas querem um príncipe e vou programar um pra elas também. Feito sob medida.

E a gente vai ter dia de meninas, que é para aprontar e fofocar. A gente vai sair sozinhas, vamos beber muito e comer muita porcaria. E vai ser o dia deles jogarem voley (por que como eu quero um nerd com corpo de jogador de voley, ele tem que jogar vôley, não futebol - e por falar em futebol, meu nerd será atleticano), e fazer coisas de homens.

Mas, como nem tudo é perfeito, principalmente para mim, o meu programa provavelmente terá bugs. E um desses bugs, assim como na Matrix, será uma loira de vestido vermelho, que conquistará o meu príncipe.

E ele irá embora. Com o bug loiro de vestido vermelho imbecil.

Com muito ódio no meu coração, vou dar ao bug o nome de MalditaI e vou dedicar os meus dias para dar cabo à ele. E então eu vou ficar deprimida. Vou começar a comer muito (consequencia da depressão) e engordar horrores. Vou ficar mais branca do que estou agora na vida real por causa dos dias e dias que me trancarei no quarto pra tentar consertar este bug.



...



¬¬'

Isto é prova de que nem na minha Matrix, eu posso ter paz. Que tudo nela, apesar de depender da minha vontade e da minha imaginação ainda está sujeita a imprevistos.

Por isso é que eu tenho que ser uma boa programadora. Para criar tratamentos de exceção decentes para estas porcarias de bugs que possam por ventura aparecer.

Afinal, eu tenho que ser dona do meu destino.
:)

E afinal, eu tenho que estar preparada, por que se caso algum dia seja realmente possível a Matrix existir, eu já saiba o que fazer!

Editado: Me deram uma idéia ótima: Eu nem preciso ficar gorda e deprimida pra acabar com a MalditaI. É só eu fazer BACKUP sempre! Daí, quando a MalditaI aparecer, só preciso restaurar o backup e continuar como se nada tivesse acontecido! E ainda posso aumentar uma linha no Principe.exe: "olhar_para_outras mode OFF" ! haha! Realmente é melhor previnir do que remediar! Obrigada Marco! :)

Beijosmelinkaaê!