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um novo olhar sobre o nascimento do protestantismo.

Category: , , , By Amanda Magalhães
Pois é. Sábado a noite. Em casa. Trabalhando. Depois de um longo e tenebroso inverno sem postar nada (ta me faltando tempo que é uma maravilha), me aparece essa pérola que eu não poderia deixar de postar.

Conversando com o meu amigo Glauco sobre o fato de que a igreja prega que camisinha, pílulas e afins não são coisas boas, ele faz uma analogia bacana demais:

(21:34:49) amanda: eu acho isso muita palhaçada
(21:34:50) amanda: :P
(21:35:05) amanda: tanta doença no mundo, criança mal tratada e a igreja me prega umas coisas dessas
(21:35:09) glauco: totalmente
(21:35:11) amanda: fala serio ne? :/
(21:35:24) glauco: pq vc acha que eu sou ateu minha filha?! não é atoa não
(21:35:26) glauco: aushaushuashuahsuahsuahs
(21:37:40) amanda: ah eu nao sou tao radical
(21:37:45) amanda: continuo acreditando
(21:37:52) amanda: mas acredito naquilo que acho que me convém
(21:37:53) glauco: rs
(21:38:11) glauco: foi assim que surgiu o protestantismo
(21:38:22) glauco: um monte de gente que queria customizar a distribuição católica
(21:38:27) glauco: só que o papa não deixava
(21:38:34) glauco: fizeram ser opensource e livre
(21:38:42) amanda: \o/
(21:38:45) amanda: hhahahahaha
(21:38:47) glauco: dai os reis puderam criar suas próprias distribuições
(21:38:48) glauco: sério
(21:38:53) glauco: anglicismo por exemplo foi assim
(21:39:03) amanda: nunca tinha pensado por esse lado 'opensource' da coisa
(21:39:09) glauco: é uai
(21:39:12) glauco: existia o UNIX
(21:39:18) glauco: que é a religião católica
(21:39:35) glauco: dai alguem criou o Linux que é o UNIX aberto
(21:39:36) glauco: =)
(21:39:43) amanda: ADOREI!

Claro que eu adorei, né? Foi a melhor forma de explicar pra um nerd como nasceu o protestantismo. :)
 

Sobrenome: Utopia

Category: , , , , , , By Amanda Magalhães
Todo mundo gosta de alguma coisa pela sensação que essa coisa os passa. Se você gosta de livros, é por que a sensação que a leitura lhe causa te agrada. Se você gosta de esportes radicais é por que a adrenalina que eles te proporcionam lhe são interessantes e assim por diante.

Pensando nisso, eu descobri que gosto das coisas pela utopia que elas me passam.

Pode parecer estranho falar assim, mas é verdade. Quem me conhece, sabe que tá pra nascer pessoa mais sonhadora do que eu. Sabe que eu viajo na maionese e que pequenos acontecimentos são suficientes para que eu os transforme em pensamentos gigantescos. Não é novidade o lado Amélie Poulain em mim.

Descobri esse lance da utopia, escrevendo um post sobre metodologias ágeis pra publicar no 'garotas nerds'. Desde que comecei estudar metodologias ágeis, não consigo esconder a quedinha que tenho pelo Extreme Programming. Gostei tanto que foi ele quem me deu a idéia sobre o tema do meu TCC e tudo o mais.

E foi falando sobre as vantagens dele que a minha ficha caiu. Eu gosto do XP justamente por ele pregar que a programação e o trabalho envolvido no desenvolvimento de um sistema deve ser algo divertido. Que o trabalhador não deve se sobrecarregar e deve obedecer um ritmo de trabalho de 40 horas semanais no máximo.

É bonito. É agradável. É tudo que a gente, como ser humano, quer mesmo, não é? Ter um trabalho divertido, com colegas legais e um ambiente leve. É isso que o XP prega (além de outras coisas, claro).

Aí, como uma coisa puxa a outra, eu me lembrei do Software Livre, que me conquistou logo de cara. Por que eu gosto tanto dele? Por causa da liberdade que ele proporciona. Por causa da comunidade que se ajuda em qualquer ocasião. Toda aquela filosofia bonita que tem por trás dos códigos abertos e tal.

Não que tudo isto seja utópico. Tipo, elas acontecem mesmo (ou pelo menos deveriam). Mas eu tinha tantos outros fatores disponíveis para me apaixonar pelo XP e pelo SL... mas não. Foi pelo lado 'como tudo deveria ser' da coisa.

E isso não é só nesses aspectos. Vão desde questões profissionais até amorosas. E isso é foda.

Foda, por que enquanto eu ficar me mantendo neste mundinho colorido e maravilhoso, eu vou levar tombos cada vez mais feios. Como diz minha avó: 'Quanto mais alto, mais feia a queda'. Eu preciso aprender a dizer 'desce daí menina' pra mim mesma.

Ou não. Ou continuo me esfolando em busca do mundo bonitinho e me levantando depois de cada tombo. Talvez com todas as quedas eu desenvolva a habilidade pra deixar de ser assim. Ou então continuo pra sempre sonhando com as coisas que eu gostaria muito que acontecessem. Quem sabe um dia elas não acontecem de verdade, não é mesmo?

O problema, é que nem todos os meus sonhos dependem só de mim para acontecerem. bleh.
 

Nosso livro sobre o Vim

Category: , , , By Amanda Magalhães
Como todo mundo sabe (ou não) eu sou apaixonada com software livre.
Não faço nada (ainda) para ajudar, mas sim, apóio a causa e tal. Assino um monte de feeds de blogs que falam sobre isso. Em um desses blogs, eu me deparei com um projeto que muito me interessou.

Este projeto é o VimBook. Um livro totalmente livre, escrito por um grupo de apaixonados por Vim. Eu, como utilizadora (é, foi o único editor que eu realmente me dei bem), entrei no grupo para poder aprender mais sobre ele. E meu Deus do Céu... eu descobri que o Vim tem tanta funcionalidade, mas tanta, que eu nem imaginava na vida! Aí to aprendendo pra caramba lá. Geralmente eu fico quietinha pra não atrapalhar as discussões e tal.

Mas eu queria ajudar. =/

Aí o Sergio, dono do Viva o Tux me mandou um email (talvez por que viu que eu participava do grupo e ficava só na calada), perguntando como começou a minha relação de amor com o Vim. Eu escrevi um testamento, passando desde quando eu conheci o Linux até chegar no Vim e falei que era meio frustrada por não conseguir ajudar no livro.

Só que ele falou que eu poderia sim. =D

Primeiramente divulgando o Livro no meu blog e apontando erros no wiki e tal...
É o que eu estou fazendo. O primeiro passo foi escrever este post. Eu sei que meu blog não tem popularidade, quase ninguém lê e tal, mas, já é uma coisa. Quem sabe não ajuda, né? :)

Então gente, fica a dica...

Entra aqui pra baixar e ler o livro...
Entra aqui pra visitar o grupo e ajudar os meninos...

E entra aqui pra saber mais detalhes e ler dos dedos de quem faz. :)

E ah... Se você resolver entrar no grupo depois que ler esse post, fala lá que você viu aqui no Pinguim? :D
Então tá...

Brigada.
 

Episódios da TI

Category: , By Amanda Magalhães
O telefone de alguém toca e um dos meninos daqui puxa a ligação:

"Alô..."
"Oi, eu posso falar com o Fulano?"

O menino daqui olha no quadro de funcionários (onde tem nome, telefone e informações sobre quando a pessoa não está no escritório). O Fulano estava viajando. Ele informa ao interlocutor:

"Ah, o Fulano tá viajando."
"huum... e você sabe quando ele volta?"
"Só quando o efeito acabar."
"Efeito? É... e quando acaba?"
"Cara, não sei, mas deve demorar, por que esse baguio é dos bons."

hauhauhuahauhaua...

Só pra constar: o interlocutor era conhecido nosso. Depois ele entendeu a brincadeira.
Se a gente não sabe quem ta falando, a gente não brinca assim.

-----------------

Vamos almoçar em carros separados. Dois meninos vão em um e eu e mais dois meninos em outro carro.
Aí, sempre é uma farra. Apostar corrida até o shopping, molhar as pessoas na rua com o limpador de pára-brisa, conversar quando os carros estão emparelhados. E é sempre conversa de zuação, tipo "perdedores", "meu carro é melhor que o seu" e coisa e tal. Coisa de homem. Que fique bem claro que eu não faço isso (tenho vergonha até pra conversar, quanto mais se dirá pra gritar de um carro pro outro)...

O carro que eu estava, um Uno, chegou primeiro, apesar de que o outro carro, um Gol, tenha tido vantagem durante toda a "corrida". Um dos integrantes do Gol implica:

"Vocês só ganharam por que a velha que tava na minha frente não sabia apertar o botão."

O motorista do carro que eu estava:

"Tá bom MicroWin..."

MicroWin: "Você sabe que a gente ganharia. Nosso carro é melhor que o seu. Temos rádio, ar condicionado, banco de..."

"Tá MicroWin, no meu carro tinha a Amanda. Preciso de mais o que?"

Silêncio...

E depois de um breve momento os meninos concordam.

:}

Depois dessa ficou claro de que eu ainda sou a menininha de TI, né?
Ou então, era papo de homem, papo que todo homem aprende antes de nascer (já que todos falam tão igualzinho)...
Anyway... foi fofo e eu curti. :D

(sim, eu sou boba e ainda acredito em palavras - e me deixo levar por elas)

êêêêêê Família TI que só me dá alegria... :)
 

Minhas considerações sobre o fim da faculdade

Category: , , , , , , , , By Amanda Magalhães
É, eu formei.

E pra falar bem a verdade, a sensação não é exatamente a que eu esperava quando comecei a faculdade.

Quando eu entrei lá, entrei uma menina (17 anos). Era quase um pivetinho (e isso, os próprios meninos da sala me falam). Eu andava de calças largas e tênis de skatista.

Esse comportamento era o mesmo que eu tive a adolescência inteira. Eu sempre freqüentei shows de rock, era uma faz-tudo na banda do meu primo (desde fotógrafa a web designer até carregadora de caixas de som - mas não me importava, já que eu tinha uma camisa com meu nome, aparecia em todos os agradecimentos que eles faziam e andava de Kombi pra cima e pra baixo com eles), depois da aula ficava até duas horas da tarde sentada numa lanchonete que tinha perto da minha escola tomando guaraná Del Rey e comendo chips amarelo que mais parecem isopor com a "minha turma" e sempre me apaixonei pelos skatistas mal encarados do meu bairro (sujeitos os quais, minha mãe sempre proibiu de me tornar amiga, o que fazia com que toda amizade que eu fazia com eles se tornasse clandestina).

Foi nesse pique que eu entrei na faculdade. Sem nenhuma idéia do que seria Análise de Sistemas. Eu entrei por que, devido à minha função de webdesigner na banda do meu primo, eu pensei que este era o curso certo pra quem tinha como passatempo preferido construir sites em HTML puro, utilizando o conceito mais inovador do mundo: as tabelas!

Com o passar do tempo, a gente vê que não é bem assim.

Eu descobri que realmente caí de pára-quedas e que o curso não tinha absolutamente nada a ver com o que eu fazia todas as tardes até então. Descobri que eu não veria HTML tão cedo e que as coisas são bem mais complexas do que o problema que fez com que meus "marquees" não estão mais exibindo o gif super legal que eu criei pra banda.

O problema de tudo foi que eu gostei do curso.

E comecei a me empolgar, já que TODO mundo que descobria o curso que eu estava fazendo me elogiava horrores dizendo que esta era a profissão do futuro!

Durante o curso inteiro, eu só conseguia me lembrar das outras opções que eu tinha colocado no pro-uni: Letras (com ênfase em português), Comunicação Social e Arquitetura. E ficava pensando se eu tava realmente no lugar certo. Comunicação social eu tirei da minha lista logo de cara, já que eu não me comunico muito bem. Às vezes, prefiro um monitor e um teclado na minha frente do que uma pessoa de verdade (an, sim, eu sou um bicho do mato). Letras eu tirei pelo mesmo motivo, já que quem faz Letras não tem muitas opções a não ser se tornar professor (se eu sou péssima para apresentar trabalhos, imagina dando aula). E tinham outros cursos também, mas eram muitos... :P

Mas eu continuei. Muitas das vezes me sentindo literalmente uma estranha no ninho por não entender piadas ou conversas dos meninos da minha sala ou quando tentava conversar com meus antigos amigos sobre coisas que só eu entendia (mesmo que pela metade). Mas continuei por que as coisas realmente me impressionavam. E me deixavam curiosas para saber como funcionavam!

E batalhei, suei, custei a arrumar estágio, arrumei (um não totalmente técnico, onde eu não coloco a mão no código, apesar de querer muito aprender a programar), passei pra noite, e um dia eu descobri que tinha “crescido”.

Percebi que não usava mais calças largas, que não me importava mais com bandas como antes, que não falava mais com os skatistas mal encarados (e nem me apaixonava mais por eles) e minhas leituras não eram mais quadrinhos engraçados, mas sim feeds técnicos. Tá. Os tênis ficaram (mas são all stars e não skatistas), mas foi uma mudança e tanto!

E junto com essa mudança pessoal, veio um monte de conhecimento técnico que eu não sabia (e às vezes ainda não sei) onde colocar. Um bando de coisa nova que me deu uma base e um amadurecimento enorme para entender coisas novas, mas que realmente não me ensinou uma profissão. Pelo menos não no sentido literal da palavra profissão. E isso me frustrou.

Conversei recentemente com um professor sobre isso e ele me disse que isso está certo. Que a faculdade não ensina nada pra ninguém e que quem aprende a profissão somos nós. E ele falou também que profissões não têm manuais do tipo: “Como ser um Analista de Sucesso em 10 lições!”

Whatever.

O objetivo de todo esse texto foi pra falar que acabou. Não tem mais faculdade e eu não sei o que pode ser daqui pra frente. Pela primeira vez na vida eu vou sair do serviço e ir pra casa. Vai ser tipo quando eu só estudava. E ficava até duas horas da tarde na lanchonete tomando guaraná. Mas agora isso pode ser chamado de Happy Hour e a lanchonete será substituída por bar e o guaraná por cerveja. hahahaha

Vai sonhando, heim? Acho que acabou porcaria nenhuma. Acho que agora é que realmente começa.

Future, here we go! :)

P.S.: Eu infelizmente não terei happy hours todos os dias. Pretendo estudar e aprimorar o meu lado programadora à noite, já que não faço isso sempre no serviço.
 

Homens, mulheres, Twitter e Banco de Dados

Category: , , , , By Amanda Magalhães
Um dia eu fiz uma afirmação no Twitter dizendo que "homens são todos iguais e só mudam o CPF porque é chave primária". E recebi alguns replys.

De todos os replys que recebi, o do Flavio foi o que mais me marcou.

Ele disse que as mulheres são a mesma coisa (são diferenciadas pela chave primária também) mas que a chave da mulher é chave composta. Na hora eu discordei. Achei errado e tal. Mas fui pra casa pensando nisso. E fiquei pensando no significado das chaves compostas.

Vamos para a aula de Banco de Dados I, galera:

Chave primária: "Ao definirmos um campo (da tabela do banco de dados) como sendo uma Chave Primária, estamos informando que não podem existir dois registros com o mesmo valor no campo, ou seja, os valores no campo Chave Primária precisam ser únicos". (copiado descaradamente de www.juliobattisti.com.br- mas eu adaptei)

Em outras palavras: CPF é único e portanto pode ser uma chave primária, então os homens só são diferenciados por ele (deu pra entender, né?)...

Já a chave composta é uma chave primária que precisa de mais de um campo único.

No nosso contexto, a tabela Mulher possui chave composta. Isso quer dizer que as mulheres possuem os mesmos campos, mas com valores diferentes, o que torna cada mulher única.

Eu acho que não entendi logo no início por que tenho uma aversão às chaves compostas. Elas não são tão recomendadas (pelo menos por mim) por que elas dão um trabalhão do caramba... Então eu devo ter ligado uma coisa na outra... E juntei também com a raiva que eu devia estar dos homens na hora que twittei a frase e julguei que ele pudesse estar falando mal também.

Mas cara, quando a minha ficha caiu, eu tive vontade de voltar o tempo e apagar o twitt que eu enviei ao Flavio falando que discordava. Por que depois de colocar a cabeça pra funcionar, eu vi que concordo!

E acho que foi um jeito tão bonito de falar das mulheres... =D

Claro que eu posso ter levado tudo isso pelo lado romântico da coisa, quando na verdade ele quis dizer algo com um sentido completamente diferente, mas eu adorei ver por esse prisma!

E eu fiz esse post por que eu não consegui voltar no tempo pra retirar o que eu disse para o Flavio...

Então, ta aí... =D