Retrospectiva 2008

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Todo mundo falando que 2008 foi uma porcaria. Todo mundo agradecendo que ele esteja acabando.

Mas quer saber? Eu tenho MUITO a agradecer à 2008.

Certamente 2008 foi um dos anos mais importantes na minha vida. O maior motivo? Eu formei, né? Tecnicamente, minha vida começa agora (assim dizem). Foi em 2008 que eu sofri, me estressei, perdi muito cabelo e chorei pra caramba por causa de um maldito trabalho de conclusão de curso. Trabalho o qual, certamente colaborou muito com o meu amadurescimento (mesmo que ele não tenha ficado grandes coisas, ele foi a coisa que mais me empurrou esse ano).

Neste ano, eu descobri que infelizmente as amizades não duram para sempre. Aprendi vendo amizades de quase 10 anos se desfazerem por causa do maldito/bendito TCC. Por causa dele eu fiquei estagnada em casa. Não saía direito, não entrava no orkut, reduzi as conversas nos IMs da vida, não conversava direito pelo telefone. Aí algumas pessoas simplesmente não aguentaram isso. Isso me surpreendeu, por que eu pensei que depois de 10 anos, ensino médio e todo o meu período de faculdade, as pessoas me entenderiam, e acima de tudo, me dessem razão. Mas não. As coisas fraquejaram e eu me vi perdendo amigas que um dia eu pensei que fossem pra sempre. Um dia.

Mas não foram só amizades perdidas em 2008. Eu ganhei gente que ganharam todo um carinho meu. Meninas que eu amo de paixão. Meninas que eu converso TODOS os dias, o dia INTEIRO (sem exagero, acreditem em mim), que eu saio direto (nem tanta frequencia como eu gostaria), que eu tenho muita coisa em comum e que eu me preocupo como se tivessemos 10 anos de amizade também. As duas eu conheci pela internet e saíram da vida virtual e se tornaram muito mais que reais.

Alias, à internet eu só tenho a agradecer em 2008. Afinal, foi por ela que eu fiz a minha pesquisa pro TCC, foi por ela que eu conheci essas duas, e é nela que está o Twitter. Twitter o qual, foi uma das melhores coisas que me aconteceu em 2008.

Pelo Twitter eu conheci muita gente especial. Gente que começou sendo um @, depois viraram nomes e alguns viraram rostos. Gente que virou um endereço antes de virar rosto (né Gabriel?). Gente que continua nos IMs sendo apenas nomes, mas que certamente já tem um lugar reservado no meu coração. E gente que ainda é só @, mas que mesmo assim também tem a cadeira cativa aqui.

Twitter é coisa engraçada demais. Se parar pra pensar é muito bobo. Mas me ajudou muito. Foi pelo Twitter que eu contei toda a minha saga TCCística, desabafei, comemorei, tirei dúvidas, brinquei... Hoje eu afirmo com TODA certeza do mundo: Meu 2008 não teria sido a mesma coisa sem o Twitter.

Acho que 2008 foi o ano em que eu mais chorei. Isto, sem sombra de dúvidas. TCC, namorado (que agora, graças à Deus é ex), amigos, emprego... Motivos foram os que não me faltaram. Isso não me surpreendeu tanto, já que eu choro por qualquer coisinha que me façam. Mas anyway...

Apesar de tudo, eu tive realizações importantíssimas que influenciarão na minha vida inteira daqui pra frente. Eu aprendi a tomar decisões, eu quebrei a cara, eu aprendi coisa pra caramba, e eu vivi. Bem ou mal, vivi.

Colocando na balança, 2008 apesar de ingrato foi um ano bom pra caramba! Me orgulho de absolutamente TUDO o que eu fiz e não me arrependo de NADA.

Então é isso... Que 2008 vá e que 2009 venha com força total! Se me trouxer metade das coisas que 2008 me trouxe já vou ficar feliz! Mas, a ganância me faz querer mais que isso...


Feliz Ano Novo pra todo mundo e que vocês tenham um 2009 repleto de realizações!

Beijo pra minha mãe, pro meu pai, pra vc que ta lendo e pra todomundo! ;)
 

Minhas considerações sobre o fim da faculdade

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É, eu formei.

E pra falar bem a verdade, a sensação não é exatamente a que eu esperava quando comecei a faculdade.

Quando eu entrei lá, entrei uma menina (17 anos). Era quase um pivetinho (e isso, os próprios meninos da sala me falam). Eu andava de calças largas e tênis de skatista.

Esse comportamento era o mesmo que eu tive a adolescência inteira. Eu sempre freqüentei shows de rock, era uma faz-tudo na banda do meu primo (desde fotógrafa a web designer até carregadora de caixas de som - mas não me importava, já que eu tinha uma camisa com meu nome, aparecia em todos os agradecimentos que eles faziam e andava de Kombi pra cima e pra baixo com eles), depois da aula ficava até duas horas da tarde sentada numa lanchonete que tinha perto da minha escola tomando guaraná Del Rey e comendo chips amarelo que mais parecem isopor com a "minha turma" e sempre me apaixonei pelos skatistas mal encarados do meu bairro (sujeitos os quais, minha mãe sempre proibiu de me tornar amiga, o que fazia com que toda amizade que eu fazia com eles se tornasse clandestina).

Foi nesse pique que eu entrei na faculdade. Sem nenhuma idéia do que seria Análise de Sistemas. Eu entrei por que, devido à minha função de webdesigner na banda do meu primo, eu pensei que este era o curso certo pra quem tinha como passatempo preferido construir sites em HTML puro, utilizando o conceito mais inovador do mundo: as tabelas!

Com o passar do tempo, a gente vê que não é bem assim.

Eu descobri que realmente caí de pára-quedas e que o curso não tinha absolutamente nada a ver com o que eu fazia todas as tardes até então. Descobri que eu não veria HTML tão cedo e que as coisas são bem mais complexas do que o problema que fez com que meus "marquees" não estão mais exibindo o gif super legal que eu criei pra banda.

O problema de tudo foi que eu gostei do curso.

E comecei a me empolgar, já que TODO mundo que descobria o curso que eu estava fazendo me elogiava horrores dizendo que esta era a profissão do futuro!

Durante o curso inteiro, eu só conseguia me lembrar das outras opções que eu tinha colocado no pro-uni: Letras (com ênfase em português), Comunicação Social e Arquitetura. E ficava pensando se eu tava realmente no lugar certo. Comunicação social eu tirei da minha lista logo de cara, já que eu não me comunico muito bem. Às vezes, prefiro um monitor e um teclado na minha frente do que uma pessoa de verdade (an, sim, eu sou um bicho do mato). Letras eu tirei pelo mesmo motivo, já que quem faz Letras não tem muitas opções a não ser se tornar professor (se eu sou péssima para apresentar trabalhos, imagina dando aula). E tinham outros cursos também, mas eram muitos... :P

Mas eu continuei. Muitas das vezes me sentindo literalmente uma estranha no ninho por não entender piadas ou conversas dos meninos da minha sala ou quando tentava conversar com meus antigos amigos sobre coisas que só eu entendia (mesmo que pela metade). Mas continuei por que as coisas realmente me impressionavam. E me deixavam curiosas para saber como funcionavam!

E batalhei, suei, custei a arrumar estágio, arrumei (um não totalmente técnico, onde eu não coloco a mão no código, apesar de querer muito aprender a programar), passei pra noite, e um dia eu descobri que tinha “crescido”.

Percebi que não usava mais calças largas, que não me importava mais com bandas como antes, que não falava mais com os skatistas mal encarados (e nem me apaixonava mais por eles) e minhas leituras não eram mais quadrinhos engraçados, mas sim feeds técnicos. Tá. Os tênis ficaram (mas são all stars e não skatistas), mas foi uma mudança e tanto!

E junto com essa mudança pessoal, veio um monte de conhecimento técnico que eu não sabia (e às vezes ainda não sei) onde colocar. Um bando de coisa nova que me deu uma base e um amadurecimento enorme para entender coisas novas, mas que realmente não me ensinou uma profissão. Pelo menos não no sentido literal da palavra profissão. E isso me frustrou.

Conversei recentemente com um professor sobre isso e ele me disse que isso está certo. Que a faculdade não ensina nada pra ninguém e que quem aprende a profissão somos nós. E ele falou também que profissões não têm manuais do tipo: “Como ser um Analista de Sucesso em 10 lições!”

Whatever.

O objetivo de todo esse texto foi pra falar que acabou. Não tem mais faculdade e eu não sei o que pode ser daqui pra frente. Pela primeira vez na vida eu vou sair do serviço e ir pra casa. Vai ser tipo quando eu só estudava. E ficava até duas horas da tarde na lanchonete tomando guaraná. Mas agora isso pode ser chamado de Happy Hour e a lanchonete será substituída por bar e o guaraná por cerveja. hahahaha

Vai sonhando, heim? Acho que acabou porcaria nenhuma. Acho que agora é que realmente começa.

Future, here we go! :)

P.S.: Eu infelizmente não terei happy hours todos os dias. Pretendo estudar e aprimorar o meu lado programadora à noite, já que não faço isso sempre no serviço.
 

Homens, mulheres, Twitter e Banco de Dados

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Um dia eu fiz uma afirmação no Twitter dizendo que "homens são todos iguais e só mudam o CPF porque é chave primária". E recebi alguns replys.

De todos os replys que recebi, o do Flavio foi o que mais me marcou.

Ele disse que as mulheres são a mesma coisa (são diferenciadas pela chave primária também) mas que a chave da mulher é chave composta. Na hora eu discordei. Achei errado e tal. Mas fui pra casa pensando nisso. E fiquei pensando no significado das chaves compostas.

Vamos para a aula de Banco de Dados I, galera:

Chave primária: "Ao definirmos um campo (da tabela do banco de dados) como sendo uma Chave Primária, estamos informando que não podem existir dois registros com o mesmo valor no campo, ou seja, os valores no campo Chave Primária precisam ser únicos". (copiado descaradamente de www.juliobattisti.com.br- mas eu adaptei)

Em outras palavras: CPF é único e portanto pode ser uma chave primária, então os homens só são diferenciados por ele (deu pra entender, né?)...

Já a chave composta é uma chave primária que precisa de mais de um campo único.

No nosso contexto, a tabela Mulher possui chave composta. Isso quer dizer que as mulheres possuem os mesmos campos, mas com valores diferentes, o que torna cada mulher única.

Eu acho que não entendi logo no início por que tenho uma aversão às chaves compostas. Elas não são tão recomendadas (pelo menos por mim) por que elas dão um trabalhão do caramba... Então eu devo ter ligado uma coisa na outra... E juntei também com a raiva que eu devia estar dos homens na hora que twittei a frase e julguei que ele pudesse estar falando mal também.

Mas cara, quando a minha ficha caiu, eu tive vontade de voltar o tempo e apagar o twitt que eu enviei ao Flavio falando que discordava. Por que depois de colocar a cabeça pra funcionar, eu vi que concordo!

E acho que foi um jeito tão bonito de falar das mulheres... =D

Claro que eu posso ter levado tudo isso pelo lado romântico da coisa, quando na verdade ele quis dizer algo com um sentido completamente diferente, mas eu adorei ver por esse prisma!

E eu fiz esse post por que eu não consegui voltar no tempo pra retirar o que eu disse para o Flavio...

Então, ta aí... =D
 

Eu odeio o Centro no fim do ano por que...

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... se torna simplesmente impossível pagar as suas contas em uma hora de almoço;
... eu vejo papais noel e tenho uns pensamentos no mínimo estranhos;
... as ruas, shoppings, lojas, lanchonetes e afins SEMPRE têm gente demais (e eu odeio muvuca);
... as pessoas se tornam agressivas tentando tomar seus lugares nas filas e nos ônibus;
... quando a gente ta na fila sempre pode ter um tiozinho imbecil tentando te encoxar; =O
... uma velha na rua te xinga por que você é alta demais e está tampando o campo de visão dela;
... as mães das crianças mal educadas levam-nas para passear e elas fazem sempre o que querem (e eu tenho vontade de socar cada uma delas);

e tem outros motivos também, mas eu não to com cabeça pra isso. Sofrer tudo isso aí em 1 hora de almoço em plena sexta feira é demais, né não?

=P
 

É hoje...

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Eu tô tão nervosa, tão nervosa que precisava falar alguma besteira aqui pra relaxar. Aliás, tem tempo que não passo aqui. É tudo culpa dessa nossa vidinha corrida...

Assim... Tô formando agora. Como todo mundo sabe (ou não). Então... Apresento agora o TCC.

Para ser mais exata, hoje a noite. Ás 21:00 estarei eu lá, firme e forte como um prego no pudim. Não por que eu não saiba as coisas que eu vou apresentar. Sei e sei pra caramba. Estudei muito pra poder afirmar com essa segurança toda.

Mas acontece que essa segurança é covarde. Ela se esconde TODA vez que eu penso na hora da apresentação. Aí eu tremo nas bases.

Fico nervosa, dou crise de riso (ou de choro) e quase peço pra sair!

Amanhã eu volto e conto qual foi o resultado (Ou não. O que é muito mais provável!)

beijosmeligapradesejarboasorte!

P.S.: Não vou comentar do meu pé que está definhando dentro desse sapato bico fino, que é chique, mas que me faz desejar os meus all star como nunca na vida toda.